Comunidade Católica da Serra do Pilar visita o Torne para celebração conjunta

Comentando esta proposta, o bispo Jorge Pina Cabral, considerou-a “boa, muito inspirada pela temática de Paulo neste Oitavário, que é partilharmos os dons”, reconhecendo que “a regularidade de encontros que temos e que alimenta muito a oração, não é suficiente. Pressente-se que podemos partilhar algo ainda mais, não só entre as comunidades como também envolvendo, porventura ainda outros grupos e comunidades”. Destacou ainda que se deve “deixar que sejam os leigos a fazer essa avaliação e depois nós, enquanto pastores, cá estaremos”, considerando que essa análise será importante para “perspectivarmos o tempo presente entre comunidades que vivem no mesmo contexto social”.

Por sua vez, o padre Arlindo, questionado sobre o impacto deste relacionamento ecuménico no seu ministério e paróquia, não tem dúvidas de que “o facto de podermos viver lado a lado com uma outra igreja cristã abriu perspectivas; o mundo ficou maior”. Recordando os tempos de então, adiantou que “há 35 anos era muito mais fácil, pois estava tudo por fazer e depois do Concílio Vaticano II, havia um ar uma capacidade de conhecer sabores novos… tudo isto era um sonho”. Sem querer adiantar-se às conclusões da comissão que propôs, não deixou de comentar: “Tenho muita pena que o ecumenismo se tenha tornado uma tarefa das hierarquias e não das comunidades”.

Fotografias da celebração